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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O Último Ontem!












Não sei se as palavras têm a força que necessito que tenham, mesmo que não passem de sombras no segredo da noite...
Sinto que esgotei-me antes do termo, sinto que o ontem pode ter sido o último...
Não sei a côr do tempo que me arrisco a perder, não sei se uma palavra ou um gesto poderão mudar tudo...
Hoje, não consigo ver Amor em nenhum lugar ou rosto, apenas indiferença e uma espécie de ódio ou talvez ressentimento...
Hoje não consigo pintar um sorriso no espaço ou inventar uma paixão... Hoje, não passo de uma morte por cumprir...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Madrugada! Porque me procuras?










Madrugada!
Porque me procuras se nem a minha alma em ti repousa...
Madrugada!
Sabes que te odeio no mais profundo do meu ser,
sabes que nunca te beijarei...
És o sobressalto, a dôr e a morte...
Nunca consegui pintar o teu rosto...
De ti, conheço apenas a penumbra,
o lugar onde a morte se acomoda e a vida suspende...
Madrugada!
Porque me procuras se nem a minha alma poderás possuir...
Madrugada! Nunca serás capaz de sentir a magia de um raio de Sol...
Madrugada!
Porque que me procuras, se sabes que nunca te poderei amar...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

...A Última Madrugada...











O relógio de parede anuncia com lentidão avassaladora a madrugada,

Indiferente ao facto de ser a última madrugada...

Atravessei o cansaço e subi alguns degraus para avistar uma estrela,

algo ou alguma coisa, que me faça sentir menos só...

Iniciei este caminho há muito dentro da minha mente,

passei por lugares sem nome, olhavam-me rostos sem rosto,

Almas perdidas em busca de ternura...

Sombras alternando Luz...

Almas...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

No arrastar dos teus passos de flanela...










Recordo-me do teu rosto rosado de bébé,
da forma como falavas, dos teus gestos ternos...
Fazias parte do meu dia, compunhas os meus pensamentos...
... de repente esqueci-me se te tratava por "Tu" ou "Você"...
Lembro-me da forma como agarravas as tuas canecas...
... amavas as tuas canecas e as histórias que as moldavam...
Falei de ti hoje... Senti aquele aperto da saudade...
Escutei os teus passos de flanela na direcção da porta,
olhei e vi nos teus olhos a cegueira dos teus...
Lembro-me que escolhi ignorar a tua partida,
inventando-te um lugar aqui...
Por momentos acreditei que poderias continuar eternamente velho,
... aquele velhinho com rosto de bébé...
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