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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Madrugada! Porque me procuras?










Madrugada!
Porque me procuras se nem a minha alma em ti repousa...
Madrugada!
Sabes que te odeio no mais profundo do meu ser,
sabes que nunca te beijarei...
És o sobressalto, a dôr e a morte...
Nunca consegui pintar o teu rosto...
De ti, conheço apenas a penumbra,
o lugar onde a morte se acomoda e a vida suspende...
Madrugada!
Porque me procuras se nem a minha alma poderás possuir...
Madrugada! Nunca serás capaz de sentir a magia de um raio de Sol...
Madrugada!
Porque que me procuras, se sabes que nunca te poderei amar...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

No teu aconchego...










Abraço-te na Noite sem contornos... Sei que podemos transformar o tempo que nos resta na mais doce aventura... Conheço as mensagens contidas no sabor dos teus lábios...
Denunciamos no código dos nossos gestos os pensamentos e receios mais profundos...
Quando adormeces ao meu lado, sabes que estou ali para te proteger, sabes que enquanto eu existir, a vida percorrerá as tuas veias... Sabes que somos alma e sangue, ontem, hoje, amanhã e sempre...
Amo-te Tudo!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

NO SILÊNCIO DA MADRUGADA...











No silêncio da madrugada, desta madrugada que será a única entre tantas outras madrugadas sem nome, procuro nas sombras os rostos de mil vidas, palavras para dizer-me...

No silêncio mudo da madrugada que insiste em camuflar a dimensão solar das coisas, adormeço a dôr incendiada...

Escuto dentro do silêncio a solidão da impossibilidade, a recta infinita desta suspensão eterna...

Procuro a memória do dia, tentando resistir mais umas horas...

Procuro os meus olhos dentro do meu rosto, como se ainda fosse possível recuperar as imagens que os habitaram...


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